Voluntariado nas Olimpíadas pode nos ensinar

Para um evento com investimento total estimado em R$ 37,6 Bilhões, trabalhar de graça de Abril até Novembro parece piada, mesmo assim 242 mil candidatos se apresentaram para 70 mil vagas a voluntários ás Olimpíadas. Se os mesmos fossem remunerados, com R$ 1.000,00 por mês durante 8 meses, receberiam R$ 560 Milhões, menos de 2% do investimento total.

Com todas essas informações o candidato ainda aceita trabalhar de graça, mas porque? Qual motivação? E o que podemos aprender com isso? A remuneração é pela satisfação de fazer parte das Olimpíadas e não pelo retorno financeiro. Um dos voluntários que já participou do Panamericano, Jogos Mundiais Militares, Copa das Confederações e Copa do Mundo disse: “A maior recompensa é o sorriso das pessoas”.

Outras motivações são a experiência da participação em um movimento gigantesco, poder assistir de graça jogos com falta de público, e a proximidade com atletas. Devido ao cansaço e não conseguir acompanhar os jogos de sua preferência muitos desistem, na Copa do Mundo 2.000 desistiram de 15.000 no total. Até aí normal, mas o que podemos aprender com isso tudo?

Como somos a favor de privatizar tudo, também somos a favor de privatizar, saúde e educação, e muitos falam que seria um mundo injusto e impossível. Com o fim dos impostos todos trabalhadores teriam dinheiro para manterem seus filhos na escola e pagar por uma saúde melhor que a do SUS. Então a questão seria, quem cuidaria dos órfãos, filhos de pessoas sem renda e dos idosos?

Os voluntários! Sim, já existem ONGs que não dependem do governo e fazem esse trabalho, com o aumento da renda do trabalhador surgiriam mais ONGs e mais voluntários. Se para ajudar o governo e o COI que são ricos tem tantos voluntários, imagine para ajudar quem realmente precisa de ajuda. Eu mesmo seria um voluntário e conheço muita gente que me acompanharia nessa jornada.

“A assistência voluntária era praticamente a única esfera em que o presidente Hoover parecia preferir de todo o coração a ação voluntária à governamental. no outono anterior, Hoover havia se recusado a convocar uma sessão especial do congresso para a assistência ao desemprego, dizendo que isso era responsabilidade das agências voluntárias. de fato, a tradição voluntarista ainda era tão forte nessa área que a cruz Vermelha opôs-se a um projeto de lei, no começo de 1931, que lhe concederia us$ 25 milhões para prestar assistência. A cruz Vermelha declarou que seus próprios fundos bastavam, e seu presidente disse a um comitê da câmara que essa verba do congresso “em grande medida destruiria a doação voluntária”. muitos líderes locais da cruz Vermelha opunham-se fortemente a qual- quer ajuda federal, e até qualquer assistência pública de modo geral, e assim o projeto de lei, após passar pelo senado, foi derrubado na câmara. 20” Rothbard “A grande depressão americana” pág. 281.

Obs Texto de Rothbard adcionado por sugestão de Felipe Marschall.

http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/equipamentos-publicos/matriz-de-responsabilidades-para-a-olimpiada-de-2016-e-atualizada-338054-1.aspx

http://www.portal2014.org.br/blog/arquibancada/index.php/2010/08/04/voluntariado-pros-e-contras-e-como-se-tornar-um/

https://www.facebook.com/rcvbbrasil/posts/640524559381893:0

Renato Furtado
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Monoteísta Noeísta, empresário e luta pela Democracia Plena. Dono da página Todo Trabalhador é Capitalista e RenatoFurtado.com no Facebook.