Quem tem medo de Liberdade?

Um dos argumentos mais utilizados por aqueles que defendem o estado é o famoso: “Mas o ser humano é naturalmente mau e o mesmo viveria em constante conflito sem um órgão superior – estado – para protege-lo de si mesmo”. Tal argumento advém da premissa de que o dramaturgo romano Tito Mácio Plauto com sua frase “O homem é o lobo do homem”[1], popularizada pelo filósofo Thommas Hobbes em seu livro Leviatã, estava correta. Porém tal argumento pode ser desmantelado facilmente apenas pela breve observação de indivíduos, como agem e pensam racionalmente, moralmente e eticamente, sendo assim, as pessoas ao se deparar com atrocidades (desde maus tratos à idosos, bebês, deficientes, pessoas carentes, assassinatos, assaltos, etc.) a enorme fatia de pessoas rejeitam totalmente e exigem justiça(ao qual em sua maioria não é provida dignamente pelo estado).

As pessoas não são naturalmente maus, a maldade não é um pré-requisito para se tornar um humano, a capacidade e/ou potencialidade racional argumentativa sim. Parafraseando Murray N. Rothbard, o homem descobriu através dos tempos que por meio do processo de troca mútua e voluntária, a produtividade, e logo, o padrão de vida de todos os participantes desta troca podem aumentar[2], diferentemente do método coercitivo, onde apenas um dos lados leva a vantagem, coincidência? – Não – O estado age exatamente assim, e o que seria o estado se não formado por humanos? Humanos ao qual segundo o argumento dos estatistas seriam naturalmente maus, pior, humanos maus com poderes para mandar e desmandar no que bem entenderem e obviamente desfrutarem do poder em benefício de seus próprios interesses particulares. Sendo assim, podemos concluir que o estado não é uma evolução, mas sim um atraso para os indivíduos.

Obviamente pessoas más existem, a moral e a ética não é regra, não é algo ao qual todo e qualquer ser humano tem compreensão, porém em uma sociedade livre as pessoas arcariam com as consequências de seus atos, sendo eles bons ou maus (como, quando, onde e em quais circunstâncias podem ser abordados em outros artigos focados no assunto[3]) e quem mais teme isso são os parasitas e aqueles que os defendem, não incluindo leigos que servem de massa de manobra para tais, tendo em vista que o cenário do serviço “público” e meio político não se importam para a consequência de seus atos, pois se ela existe, o que é algo bem difícil, será branda. Pessoas que cometem erros frequentemente, insistem no erro e nunca assumem suas consequências, temem e sempre temerão a liberdade e o mercado, os políticos e seus defensores nunca teriam a mínima chance em um livre mercado, pois o mesmo não perdoa, ou você assume o risco e a consequência ou você está fora dele.

Os temores da liberdade, infelizmente, vão muito além do meio político, é algo que muitas vezes é impregnado na cabeça de indivíduos que só querem viver pacificamente, sendo comum ver pessoas dizendo, por exemplo, que A necessita que o governo ajude para que o problema Y seja resolvido e/ou que se não fosse o governo não teria conseguido algo. Tal pensamento advém de falácias ao qual são ditas à elas desde pequenas (assim como todos nós também provavelmente já ouvimos), isso ocasiona uma acomodação nas pessoas e que ignorantemente são levadas à ter uma fé cega no estado, o que podemos comparar até mesmo com uma religião, e isso gera assim um efeito dominó em nossa sociedade, onde um por um é idiotizado por essas ideias.

Referente a essa situação é que podemos ver a real importância dos meios de divulgação de informação das ideias libertárias e que a cada novo indivíduo que entende, apoia tais ideias e descobre a real face do estado, pode-se considerar uma nova vitória.


Por Túlio Rios

Notas e referências:

[1] Homo homini lupus

[2] Rothbard, Murray N. (1968). A Anatomia do Estado, 2 – O que o estado é

[3] Para mais detalhes sobre o assunto leia:

O que os críticos do Libertarianismo deveriam saber

Justificações da Teoria Legal Libertária

A possibilidade de uma justiça privada

[4] Outro artigo: Mulheres Defendam-se

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