Marx e a defesa da prostituição forçada

Por Michelle Fransan

Entrei em algumas páginas de mulheres socialistas estes dias. Depois de muita acidez no estômago e muitos sais de fruta, saí com a impressão que estas mulheres não sabem o que defendem e fazem um malabarismo circense para se enquadrar dentro da teoria marxista.

O que cativa as mulheres ao socialismo não é o realismo ou o lado racional de analisar as situações na sociedade, mas o sentimentalismo, o discurso ideal socialista, seu matiz romântico, sua poesia. O discurso socialista tomou para si a ideia de bondade, de generosidade. A ideia do amor Ágape que leva as pessoas a colocarem os outros acima de si mesmos. Sendo a mulher instintivamente materna, abraçar o mundo é a forma como a mulher se comunica consigo mesma e com as outras pessoas.

O falso discurso de igualdade seduz, ainda hoje, mulheres no mundo todo. Aquele discurso de bondade que tomou para si a ideia de altruísmo e se diz baseada na teoria marxista. Numa leitura às cegas de Karl Marx, a maioria ficaria abismada com a sua teoria, especialmente aqueles que lutam pela liberdade.

Para que o leitor não pense que sou uma fugitiva da revolução feminista que escreve sem qualquer conhecimento de causa, trago pra vocês um trecho de Marx em “Manuscritos Econômicos e Filosóficos, Terceiro Manuscrito: Propriedade Privada e Comunismo” onde ele nos brinda:

“Esse movimento, que tende a opor a propriedade coletivizada à propriedade privada, se exprime de uma forma completamente animal quando contrapõe o casamento (que é, evidentemente, uma forma de propriedade privada exclusiva) à coletivização das mulheres: quando a mulher torna-se uma propriedade coletiva e abjeta. Pode-se dizer que essa ideia da coletivização das mulheres contém o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito. Assim como a mulher deve abandonar o casamento em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade.”

Muitos falarão que este foi o comunismo grosseiro exprimido por Marx quando ainda estava desenvolvendo suas ideias, e, por isso, não merece crédito. Mas é justamente neste comunismo, dito grosseiro, que se encontra a primeira fase para a aplicação do comunismo.

Não é à toa que a maior preocupação de Marx, ao ter filhas mulheres, ia além do fardo de prepará-las para um bom casamento. O maior medo de Marx era a proletarização das mulheres, a qual ele mesmo desenhou, e conhecendo bem o seu quadro, não a queria para as próprias filhas. Notem que Marx era “conservador” demais para um revolucionário. Comunismo era da porta da casa dele pra fora. Nada que não aconteça ainda nos dias de hoje com os defensores do comunismo.

Marx também disse:

“A vida humana individual e a vida-espécie não são coisas diferentes, conquanto o modo de existência da vida individual seja um modo mais específico ou mais geral da vida-espécie, ou da vida-espécie seja um modo mais específico ou mais geral da vida individual.”

Por que as mulheres deveriam aceitar viver assim? Se não existe indivíduo e deve imperar o um por todos e todos por um, logo, não existe mulher de um homem só. Todas as mulheres são de todos os homens – ou seja, prostituição geral.

Mais uma vez dirão que não entendi direito. Será que dirão também que George Orwell, quando menciona a coletivização das mulheres na obra “1984”, também não entendeu?

Mas qual era a intenção de Marx com isso? O que ele queria, afinal?

Para entender, definitivamente, que ser mulher e marxista demanda a mais profunda ignorância, Marx escreveu:

“O comunismo grosseiro não é a transcendência da propriedade privada, mas apenas a sua universalização; não é a derrota da ganância, mas apenas sua generalização; não é a abolição do trabalho, mas sim sua ampliação para todos os homens. Destarte, a primeira forma positiva da abolição da propriedade privada, o comunismo grosseiro, não é senão uma forma na qual toda a abjeção da propriedade privada se torna explícita.”

Achou pouco?

“Os pensamentos de toda propriedade privada individual são, pelo menos, dirigidos contra qualquer propriedade privada mais abastada, sob a forma de inveja e desejo de reduzir todos a um mesmo nível; destarte, essa inveja e nivelamento por baixo constituem, de fato, a essência da competição. O comunismo vulgar é apenas o paroxismo de tal inveja e nivelamento por baixo, baseado em um mínimo preconcebido. […] Eis a razão porque todos os sentimentos físicos e morais foram substituídos pela simples alienação trazida pela sensação da posse. A essência humana deveria mergulhar em uma pobreza absoluta para poder fazer surgir dela a sua riqueza interior!”

Na cabeça de Marx, para alcançarmos a riqueza interior, seria necessária a degradação, a devassidão humana em todos os sentidos da palavra. Da pobreza material à miséria moral. Do caos social e dos piores sentimentos humanos, surgiria das cinzas o homem que teria na sua essência a superioridade espiritual para reconstruir o mundo. Da lama emergiria ouro. Da pobreza sairia a riqueza. Da ignorância, Aristóteles. Da prostituição, Eros.

Sim, Marx é para loucos.

Notem que as mulheres são cruciais para o comunismo, e Marx nem sonhou em dizer o contrário disso. Em 1868, Marx escreveu: “A maiores mudanças sociais são impossíveis sem mobilizar as mulheres.” Sem elas, não haveria o nivelamento de toda a sociedade por baixo. São as mulheres que ditam a grandeza ou a baixeza humana. Elas edificam ou destroem o lar, a freguesia, a comunidade, a igreja ou o estado. Sem a degradação das mulheres e as costas viradas para filhos, família e igreja, o comunismo não seria nada mais que um pensamento utópico – e é! Para Marx, as mulheres são apenas objetos a serem usados ao bel prazer do estado. Anos depois, um grande admirador de Marx, chamado Mao Tse Tung, escreveu: “Muitas cooperativas estão com falta de mão-de-obra. Se torna imperativo que mobilizemos a grande massa de mulheres que não trabalham nos campos para que assumam posições na frente de trabalho.” Pois é!

Marx não apenas esqueceu, mas ignorou completamente a individualidade do ser humano. Marx só pensou na forma de ver a vida que ele mesmo inventou. Ele nunca se retratou por ter escrito algo tão obsceno quanto este manuscrito. Ou por ter sido o primeiro a defender o genocídio. Ele tratou os homens e as mulheres de maneira que pudessem ser usados para expandir e levar ao cabo todas suas ideias, somente.

Marx tratou o indivíduo da maneira que ele mais odiava que fossem tratados – como objetos. Renegou os sentimentos humanos, os anseios, os objetivos. Anulou o amor, o carinho, a família. Morreu pregando uma vida que ele, intimamente, não levava.

E quando você pensar que entendi tudo errado, não se esqueça que ainda temos Engels afirmando, de maneira mais polida que Marx, que o homem escravizava a mulher na monogamia para que pudesse acumular capital. Polidamente, abolir a monogamia é essencial para pôr em prática o comunismo. Mas já acabou o meu estoque de sais de fruta por hoje, então fica para a próxima.

Os homens podem até não acreditar na existência de Deus, mas não como ler Marx e não acreditar na existência do Diabo.” (autor desconhecido)


Fonte: Manuscritos Econômicos e Filosóficos- Terceiro Manuscrito: Propriedade Privada e comunismo.

As pessoas não conseguem entender que o Comunismo Grosseiro que Marx escreveu, foi usado em todos os países que houve a tentativa de implantação de comunismo. Da URSS à Coréia do Norte. Todos tiveram expropriação de propriedade privada de todos os tipos, abuso sexual frente as mulheres, miséria, fome, morte e a instalação do caos.
Alguns, estes sim, dando interpretação pessoas, dizem que não foi isso que Marx quis dizer e que Marx se opôs a isso. Men
tira! Marx nunca se retratou frente a isso e pouco tempo depois da sua morte, Engels escreveu um livro usando os manuscritos de Marx para falar que a escravidão das mulheres iniciava na monogamia, que a monogamia era responsável pela existência de propriedade privada e deveria ser abolida. Em todas as biografias de Marx, todas elas evidenciam o medo da proletarização das mulheres atingir as mulheres de sua casa, porque ele sabia o monstro que tinha criado.
Dizem ainda que Marx era sensível ao uso da violência e da supressão. Sério? Que eu saiba, Marx foi uma das primeiras pessoas a escrever favoravelmente sobre o genocídio.
“As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições de vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário.” Karl Marx ( People´s Paper, April 16, 1850)
Será que vocês acham que Rothbard, George Orwell, Stalin, Lenin, Mao, Pol Pot, Castro… whatever não entenderam Marx? Ou acreditam que apenas ele e a esquerda tupiniquim entenderam o que ele quis dizer? Podem até questionar a minha interpretação, mas terão também que questionar a interpretação de muitos outros grandes da história. Eu apenas desenhei o que a história nos mostrou faz tempo.” Michelle Fransan

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