A Verdade Sobre o Fumo

Por Leo Nerys

O hábito de fumar, adotado culturalmente por vários povos, faz parte da história do homem. Africanos tribais, árabes, indígenas, até a nobreza do velho continente europeu. O prazer de Jean Nicot já foi um símbolo de status social e intelectualidade, largamente consumido por várias camadas da sociedade.

Desde a Alemanha Nazista, berço de fortes campanhas antitabagistas que implicaram em restrições e proibições nacionais, movimentos contra o fumo se projetaram, não com o tom de quem recomenda bons hábitos, mas com ares autoritários, repressivos, preconceituosos e não raro carregados de expressões de ódio contra fumantes.

Na era do politicamente correto, tudo é belo e todos devem ser respeitados e tolerados; todos, menos os fumantes.

Naturalmente que com o poder de influência quase absoluto de qualquer coisa que se chame pesquisa científica, era preciso que estas apoiassem os auto-intitulados arautos da saúde pulmonar, e logo tais estudos apareceram, sendo aceitos por muito tempo sem questionamentos, passando a basear um novo paradigma medico (mais ou menos como o colesterol e o consumo de carboidratos).

Recentemente, o pesquisador independente Lauren A. Colby reuniu dados a fim de expor o que chama de histeria antitabagista, em seu livro In Defense of Smokers. O livro denuncia a máquina de propaganda e as fraudes científicas, apontando inclusive seus métodos. O mais engenhoso entre eles é a falsificação das estatísticas de mortalidade por tabagismo, em que se atribuía quase toda morte de fumante, ainda que este tivesse ultrapassado em muitos anos a expectativa de vida, ao fumo. O livro reúne também refutações das mais recorrentes acusações contra fumantes, como o perigo do fumo passivo e o risco a terceiros não-fumantes.

Então, fumar não “faz mal”?
Proponho  uma análise sóbria dos fatos, deste e de outros domínios, para que tire suas próprias conclusões acerca da questão central – O seu direito de decidir sobre o seu corpo.

Prometo ser o mais honesto possível.

Mas qual é a dos cigarros?
O consumo do tabaco inclui uma gama de enorme variedade de meios. Os cigarros industrializados são considerados o meio mais prático e barato de fumar. Enquanto os charutos e o meu amado cachimbo exigem todo um ritual desde o acendimento até uma lenta degustação em puxadas leves ou pitadas (além de se diferenciarem dos cigarros por sua fumaça de puro tabaco ser alcalino e livre de aditivos químicos, não sendo tragada para os pulmões, permanece na boca para ser absolvida a nicotina), os cigarros estão fáceis em cada esquina e se acendem a um clique do isqueiro mais vagabundo.

Os cigarros estão para os charutos, cigarrilhas, cachimbos e outras formas de consumo do tabaco, como o fast-food está para a comida boa.

Fuma-se cigarros correndo, um atrás do outro. Embora cigarros sejam um início comum, quem se habitua aos charutos dificilmente volta a consumo cigarros industrializados. Os fabricantes esforçam-se para fazer do cigarro o mais pratico, de fácil queima e principalmente o mais viciante possível (para isso são empregados os aditivos, usados para tratar a folha, acelerar e amaciar a queima do fumo, alem de torná-lo tragável).

A nicotina tem sido demonizada entre os antitabagistas, mas há evidências, algumas registradas em estudos, de que ela não é em si uma substância nociva. Longe de apoiar a histeria contra os cigarros comuns, existem sim contras em fumá-los. Não há, entretanto, nada conclusivo acerca do efeito nocivo direto dos cigarros sobre quem está perto de fumantes.

“Parei de fumar, agora só respiro o ar puro das grandes cidades e o vapor clorado da sauna. Já posso me sentir um novo homem!”

O início de tudo
No século passado, a indústria dos cigarros investiu para associar a imagem de seu produto à sexualidade, à ascensão social, à liberação das mulheres (como na ocasião da empreitada publicitária de George Hill, instruído por Edward Bernays), à rebeldia, à vivacidade e à masculinidade.

Do ponto de vista moral e sociológico, uma vez que a livre expressão é a única alternativa à violência (eu posso apenas arriscar a influenciar ou posso forçá-lo a fazer o que serve aos meus interesses), as entidades privadas têm o direito de usarem artimanhas psicológicas para comunicarem seus valores aos clientes, mais ou menos como mulheres usando decote, batom vermelho e esmalte provocante a fim de parecer mais atraentes a seus potenciais pretendentes.

Ninguém, gozando de pleno funcionamento de suas faculdades mentais, é obrigado a pular numa mulher por sua comunicação sexual, assim como o público não é obrigado a usar aquilo que a propaganda objetiva promover.

Mas com tantos ardis, não deveriam as autoridades controlarem o cigarro?
A resposta deve ser um firme e sonoro não. Proibições não são o caminho das soluções inteligentes, mas do emprego da força estúpida. Este é o motivo principal pelo qual o estado é ineficiente em resolver problemas, e formidavelmente eficiente em criá-los.

Uma vez que, numa democracia, grupos de interesses distintos lutam pelo controle do governo para apossar-se de seu poder a serviço do que lhes cumpre os propósitos, qualquer coisa pode ser proibida ou promovida, de acordo com a vontade daqueles no controle do poder político.

 Imagine se os veganos proibirem o consumo de carne, ou os carnívoros tornarem-no obrigatório? Se os diabéticos proibirem a comercialização do açúcar, ou os protestantes impuserem sua iconoclastia aos católicos?

Uma sociedade corrompida pelo estatismo é fatalmente uma sociedade de proibições, onde se formam elites autoproclamadas iluminadas, arrogando-se conhecedoras do que é o bem para os outros e disposta a impor este bem duvidoso à força.

O indivíduo deve ser senhor de sua vida e de sua saúde. Drogar-se, seja com lícitos ou ilícitos (por agora, façamos uso desta classificação arbitrária) faz parte do direito ao uso do próprio corpo. Nós, com o filtro de nossas consciências, devemos escolher o que é bom para nós mesmos.

“Sou fumante e acho que isto me faz mal. Alguma sugestão?”
Se você não é chegado a fumar, que não fume. Se fuma e acha bom, que continue. Se acha ruim, que pare de fumar.

Assim como pode ser difícil para alguém habituado a comer salgadinhos adotar um estilo de vida que sirva melhor a seus novos objetivos, pode ser difícil para você deixar os fáceis e práticos cigarros comuns para alternativas melhores, ou simplesmente o abandono do fumo.

Os cigarros eletrônicos são uma solução do mercado para quem quer deixar os cigarros comuns. Com doses reduzidas de nicotina, ou nenhuma nicotina, eles substituem a emissão de fumaça pelo vapor d’água. Tem sido alvo de calúnias e pesquisas científicas fraudulentas ao redor do mundo, e eu suspeito de quem esteja por trás deste alarmismo.

Imagine que de uma hora para outra, surgem os aparelhos multimídia digitais num mundo controlado pelos comerciantes de vitrolas? Se você é esperto, entendeu o que eu disse.
Países onde a comercialização de e-cigs é proibida, entre eles o Brasil.

Há milhares de testemunhos ao redor do mundo sobre a superioridade dos eletrônicos em detrimento do fumo analógico. Há evidências de benefícios dos componentes do e-juice ao sistema respiratório.

Acredite: Você vai gostar das mulheres pararem de reclamar do gosto amargo do seu beijo, das pessoas não se afastarem mais de você incomodadas com o cheiro do cigarro, e o fim dos lábios ressecados pelo calor (se você fuma charutos, é a única coisa que não desaparece).

Existem dezenas de páginas especializadas nesta cultura crescente de vapers, nome dado aos usuários de e-cigs, como também de pessoas que apreciam o verdadeiro prazer de degustar o tabaco, e não são chegadas ao fast-food do fumo.

Infelizmente o obscurantismo autoritário estatal fez proibida a comercialização dos eletrônicos, mas quem se importa? Existem diversas lojas virtuais no país dispostas a atender cientes dispostos.

5 Comentários

  1. O cigarro começa a ser um problema para mim, somente quando a uma pessoa fumando ao meu lado, mas eu simplesmente tento sair de perto da pessoa no mais, quando com seu problema.

Comente para que eu possa evoluir a cada artigo